Prédio que desabou no Centro do Rio não deixou vítimas, diz Defesa Civil. – S4C Construções

Prédio que desabou no Centro do Rio não deixou vítimas, diz Defesa Civil.

Prédio que desabou no Centro do Rio não deixou vítimas, diz Defesa Civil.

A Defesa Civil confirmou na manhã desta segunda-feira (2) que não houve vítimas no desabamento de um prédio de quatro pavimentos no Centro do Rio. Como mostrou o Bom Dia Rio, o imóvel, onde funcionava um bar na parte térrea, fica entre a Travessa do Liceu e a Rua do Acre. O incidente ocorreu por volta de 0h e apenas a fachada do estabelecimento não caiu. Após avaliação da Defesa Civil, o terceiro andar do prédio ao lado, onde funciona uma academia, foi interditado.

Às 6h20, equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros ainda trabalhavam no local. Uma retroescavadeira e uma máquina de perfuração estão sendo utilizadas para retirar os escombros e facilitar o trabalho resgate.

A Defesa Civil investiga se existia uma obra no quarto andar do prédio. Segundo vizinhos, a intervenção seria para erguer um novo andar. Testemunhas disseram que a obra “já durava bastante tempo e os trabalhadores costumavam dormir no local”.

 

O dono do prédio acompanhava o trabalho da Defesa Civil. Inicialmente, ele não quis falar com a imprensa, mas depois afirmou que não havia obra em andamento. Ele admitiu apenas que fez uma obra recente no telhado.

No início da manhã, uma das duas pistas da Rua do Acre estava interditada. Agentes da CET-Rio estavam no local ajudando no trânsito.

Os escombros caíram sobre o telhado de uma academia que fica ao lado do prédio, mas de acordo com a Defesa Civil não há danos estruturais no imóvel vizinho. Um edifício vizinho foi atingido por destroços, mas não teve a estrutura comprometida.

Barraca de ambulante ficou amassada após desabamento (Foto: Janaína Carvalho/G1)Barraca de ambulante ficou amassada
após desabamento (Foto: Janaína Carvalho/G1)

Uma barraca de metal usada por um ambulante também foi atingida e ficou amassada. Comerciantes que trabalham na região e chegaram para trabalhar na manhã desta segunda lamentaram o prejuízo.

“Não tem nem como tentar abrir hoje. Vou esperar o dono do bar para saber o que fazer. Devo ter perdido tudo aí dentro. Essa é ainda única fonte de sustento”, afirmou Geraldo Neves, o dono da barraca, que trabalha no local há 19 anos.

A Defesa Civil informou que o desabamento não tem relação com a forte chuva que atingiu a cidade na noite de domingo.

Funcionários da Cedae reparam vazamentos em prédio que desabou no Centro do Rio (Foto: Janaína Carvalho/G1)

Entretanto, segundo um vendedor de frutas que trabalha em frente ao imóvel que desabou no Centro, na hora em que o prédio caiu chovia muito forte. “Era muito trovão na hora. Estava vendo TV num restaurante aqui perto e voltava para cá na hora que começou a cair tudo. Corri para me esconder atrás da banca com medo de ser atingido. Estou até agora rouco por causa da poeira. Foi horrível”, afirmou Gilberto José de Barros, 84 anos, que é vigilante aposentado e há 60 anos também trabalha como vendedor no local.

Por volta das 9h30, agentes da Cedae trabalhavam no reparo de vazamentos que surgiram após o desabamento no Centro.

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, por meio da Defesa Civil,informou em nota que iniciou no fim da manhã. Durante nova vistoria realizada na manhã desta segunda, definiu-se que apenas o terceiro andar do prédio ao lado, onde funciona uma academia, permanecerá interditado. Ainda nesta segunda-feira há previsão da área do prédio que desabou ser tapumada. Os reparos na edificação deverão ser feitos pelo proprietário do imóvel.

Sem confirmação sobre permissão de suposta obra
Segundo a Defesa Civil Municipal, ainda não se sabe se o proprietário do imóvel possuía ou não autorização para realizar obras, mas há indicativos que não possuía, pois não havia nenhuma placa indicativa na frente do imóvel com o nome do responsável. “Não tinha nenhum responsável técnico. Não tenho como informar que estava acrescendo um andar, mas podia estar fazendo modificações internas, que sem embasamento técnico ocasionou isso”, disse o subsecretário de Defesa Civil Municipal, Márcio Motta, ressaltando que o proprietário da academia que fica ao lado do prédio que desabou informou que várias vezes procurou o dono do bar para reclamar que pedras da obra estavam caindo no seu telhado.

Ainda de acordo com Motta, até o final desta segunda será possível confirmar e de fato as estruturas dos imóveis do entorno foram afetadas. O terceiro andar da academia que funciona o lado do bar foi interditado porque parte da estrutura que caiu atingiu o telhado do imóvel. Até as 11h desta segunda, a Polícia Civil ainda não havia chegado ao local pra realizar a perícia que vai constatar o que causou o acidente. A Secretaria de Urbanismo também ainda não se pronunciou sobre a legalidade da obra e se havia sido realizada a autovistoria no bar.

 

 

fonte: G1

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