Você sabe o que é um material sustentável? – S4C Construções

Você sabe o que é um material sustentável?

Você sabe o que é um material sustentável?

Veja as características que um material deve apresentar para ser sustentável e mais: quais os quesitos que uma construção deve respeitar para ser ecológica, econômica e socialmente responsável

 

De acordo com a Agenda 21 para a Construção Sustentável em Países em Desenvolvimento, para uma construção ser considerada sustentável, ela deve ser “um processo holístico que aspira a restauração e manutenção da harmonia entre os ambientes natural e construído, e a criação de assentamentos que afirmem a dignidade humana e encorajem a equidade econômica”.

Isto quer dizer que, além da sustentabilidade ambiental, deve-se levar em consideração a sustentabilidade social e econômica. Neste quesito, a construção civil tem enorme importância, já que, segundo o Conselho Internacional da Construção, o setor é o que mais consome recursos naturais e gera resíduos.

Grande esforço já foi feito (e continua em andamento) para tornar as construções sustentáveis. Exemplo disso são as certificações que atestam a responsabilidade com que uma edificação foi erguida. Ainda assim, os desafios da área são constantes, como reduzir e otimizar o consumo de materiais e energia, diminuir a geração de resíduos, preservar o ambiente e melhorar a qualidade daquilo que foi construído.

Mais do que escolher os materiais certos e sustentáveis, a engenharia convencional deve ser adequada às mudanças pelas quais a sociedade passa constantemente e possibilitar futuras adequações, reduzindo a necessidade de demolições.

Para ser sustentável, uma construção precisa ter uso racional de energias e água; ter o menor impacto ambiental possível; e priorizar o uso de materiais reutilizados e reutilizáveis.

 

Confira outras diretrizes que devem ser respeitadas:

 

Edificação – O projeto deve ser adequado ao clima local para minimizar o consumo de energia e otimizar a ventilação, iluminação e aquecimento naturais; deve ser acessível para pessoas com mobilidade reduzida ou, pelo menos, apresentar possibilidade de adaptação; deve ter orientação solar adequada; usar coberturas verdes; e, de acordo com o clima, ter a construção suspensa do solo.

 

Materiais – Devem estar disponíveis no local; ser pouco processados; não tóxicos; recicláveis; culturalmente aceitos; propícios par autoconstrução e construção por mutirões. Deve-se evitar uso de materiais químicos prejudiciais à saúde das pessoas e do meio ambiente; quanto aos resíduos, estes devem ter seu manejo adequado.

 

Energia – Apresentar coletor solar térmico para aquecer água, energia eólica para bombeamento de água e de energia solar fotovoltaica.

 

Saneamento – Coleta e utilização de águas pluviais; aparelhos economizadores de água; reuso de água; e coleta e tratamento de esgoto.

 

Além disso, as espécies vegetais nativas devem ser valorizadas. Importante haver um espaço para produção de alimentos, como hortas, e para realização de compostagem orgânica.

 

Materiais verdes – Na prática, para ser considerado sustentável, um material deve respeitar critérios de segurança e salubridade, seu preço deve ser acessível e levar em conta seu impacto social para produção, além de seu potencial para reutilização.

Resumidamente, a pessoa ou empresa que vai adquirir um material deve atentar para os seguintes itens: origem da matéria-prima; processo produtivo; legalidade e responsabilidade ambiental da empresa fornecedora; qualidade e durabilidade do material; verificação de certificações e selos; transporte; toxidade; manutenção e limpeza; embalagem; e descarte final.

 

Veja alguns exemplos de materiais sustentáveis:

 

Ecovative: isolante a base de fungos que substitui espumas plásticas;

 

Bellwether materials: isolante feito de lã de ovelha, com pouco uso de energia na produção, seguro para as pessoas, ambientes e animais. O material absorve poluentes do ar e não entra em combustão com facilidade;

 

Tintas Ecodomus Matte: derivadas de minerais naturais, sem toxinas, hipoalergênicas, impedem surgimento de bactérias do mofo e absorvem CO2;

 

Painéis StormWall: paredes, pisos e forros estruturais que substituem o drywall. Absorvem mais de três vezes a quantidade de CO2 emitido em sua cadeia de produção;

 

Cobertura GR Green: cobertura feita com restos de pedra calcária e plástico reciclado (garrafas de leite e sacolinhas plásticas); tem longa duração e é reciclável;

 

Biobrick: espécie de cimento natural, produzido por bactérias, com custo e desempenho semelhantes à alvenaria tradicional;

 

Ecococon: painéis de palha para construções pré-fabricadas; possuem bom isolamento e tem custo acessível;

 

HaploBuilt: usados em construções pré-moldadas, materiais biodegradáveis ou recicláveis que dispensam o uso de água, podem ser desmontados e reutilizados em outras construções;

 

Painéis ECOR: produzidos com fibra de celulose, sua produção reutiliza 99,5% da água necessária para a produção;

 

Dutch Design Initiative: painel de cimento, madeira e lã, resistente a fogo, água, insetos, não apodrece, é isolante térmico e acústico.

 

Fontes:
http://www.mma.gov.br/cidades-sustentaveis/urbanismo-sustentavel/constru%C3%A7%C3%A3o-sustent%C3%A1vel
http://www.asboasnovas.com.br/mundo/10-materiais-de-construcao-inovadores-e-sustentaveis
http://sustentarqui.com.br/dicas/saiba-como-escolher-um-material-sustentavel/

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